sábado, 23 de maio de 2009

SAUDADE INGRATA

Amor Mundano

Entre princípio de 1980 a 1983 tive um hiato na freqüência diária no saudoso Tangará, foi quando estive no sul da Bahia a trabalho, só estive no Rio neste período para votar em Brizola fiz questão de está presente e cumprir com o meu dever cívico de cidadão. Se não me falha a memória em março de 1983 retornei ao convívio diário da corriola (não sei se esse e termo) dos amigos notívagos. Cheguei numa madrugada de domingo para segunda não sei precisar exatamente a data, só me lembro quando despontei na inicio da ponte e senti uma sensação de ter voltado sem nunca ter deixado esta cidade maravilhoso que é o Rio de Janeiro, as luzes todas acessas dá uma sensação de conforto de ter voltado ao principio de tudo como se fosse uma re-descorta do sentido de todas as coisas, uma volta ao mundo real, são 14 km de satisfação quando se está voltando de um período de ausência, mesmo se for um ano, parece uma eternidade está fora do convívio deste mundo mágico que é o Rio “Cidade da beleza e cals”. Logo no primeiro Sábado conheci num bordel de Madureira (esse bordel funciona no primeiro shopping de Madureira) se não me engano foi a primeira terma do subúrbio “Termas Madureira” funcionava no terceiro piso, foi por essa época que surgiu o pagode do Wellington, funcionava numa pensão na Dagmar da Fonseca quase em frente ao “Madureira 1 e 2” cinemas que por muito tempo foi referencia em Madureira.

“Ai que saudades eu tenho dos meus 20 anos”.
“Ai que saudade ingrata”.

Era uma Sábado de Março eu e meu amigo Clodô fomos como de hábito, almoçar no Avatar na Domingos Lopes ou Maria Freitas (Avatar foi onde nasceu o bloco das Piranhas e Banda de Madureira) tinha um frango a Espanhola maravilhoso. O Avatar “Foi um rio que passou em minha / vida e meu coração se deixou levar”, nessa época a rapaziada de Guadalupe se encontrava aos sábados ou no Imperial (na Estrada da Portela) ou no Avatar, eu sempre dava preferência ao Avatar, o Imperial nesta época já estava em decadência mais tinha uma varanda apreciável do ponto de vista do mulherio, eram tarde memoráveis, na época se media o consumo de Cerveja por hora “5 horas de cervejas” ( porra eu fico bolado com esses traçinhos vermelho do Corretor Ortográfico em baixo das palavras da à impressão que estou escrevendo tudo errado, mas como não tenho a pretensão de ser escritor deixo passar).
Foi neste bordel que conheci Lucia “Lucinha” foi uma atração à primeira vista, nesta mesma noite saímos fomos dormir no “Lamour” na Avenida Brasil na época era um dos melhores Motéis da redondeza, Lucinha como pude observar com convivência era uma criatura que naquela época estava prostituta, ainda não era uma prostituta formada, tinha dois filhos dependentes de tudo, um ex-marido ausente, a partir daí começamos uma convivência freqüente sem vinculo empregatício, não era cliente nem dono! era apenas parceiro sexual nos fins de semana, ela morava na Rua São Jenuário logo no inicio sentido Cancela Barreira do Vasco, era oriunda (que palavra mais filha da puta esta) da Gloria, este convívio durou uns 6 meses até que ela se transferiu para uma Terma Maior (no Méier), acho que aí ela se tornou de vez prostituta deixou de estar para ser, foi por esta época que começamos aos sábados a freqüentar o Sovaco de Cobra na Teodoro da Silva, porra às vezes parece mentira mais andávamos de onde hoje é Iguatemi até o Centro de madrugada na maior tranqüilidade do mundo, bebendo cerveja a onde estivesse um bar aberto.

“Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro”

Lucinha era Paraense de Belém meio acaboclada com um corpo escultural, boa de onda, não era burra apesar da condição de vida que ela escolheu tinha bom gosto, jogo de cintura, com o passar dos tempos deixou de ser prostituta e foi ser garçonete no mercado das flores e depois Canecão e no final Rival aonde nos re-encontramos, morreu de morte matada em Maio de 1993.

“Saudades meu bem saudades
Saudades do meu amor
Ela foi embora e nunca mais voltou”

Um comentário:

  1. Paulo Sabino,
    parabens,é muito bom lembrar dos amigos mesmo qdo nao estao mais aqui na terra. um abraço da sua amiga lia.

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